MÚSICA. DE VOLTA AO LUGAR!

 

“Eu fui da linha protestante somente porque gostava das músicas, nada, além disso. Cantei depois em uma Igreja de outra confissão porque gostava da música sacra... hoje sou desta religião porque me encontrei... a música para mim é uma entidade e quem me protege é...”

As palavras acima é apenas um trecho da entrevista dada há poucos dias por esta cantora de renome, no Programa Sala de Notícias da TV Futura, quando perguntada pelo entrevistador sobre o que ela pensa da música.

Como músico compositor, imergido neste universo desde a minha infância não pude conter minha indignação ao perceber o quanto à música tem estado fora de lugar ao ouvir um outro cantor também de renome, falando da música em entrevista na televisão usando termos pejorativos sem contar os inúmeros palavrões citados durante a entrevista.

Bem, mas até aqui, estamos falando daqueles que não temem a Deus, e não seria nenhuma surpresa para nós cristãos, perceber o quanto eles não entendem o valor da música.

Em 2006, quando da prensagem de meu CD em São Paulo, estava sentado na recepção da empresa que prestaria este serviço e mais uma indignação. Ao meu lado um jovem com sua mãe puxa conversa perguntando-me se eu havia gravado, afirmei que sim, perguntaram o estilo, eu informei, quando de repente a mãe diz: - ah... Fulano também ia gravar um gospel. Eu fiquei contente e perguntei: - de que Igreja vocês são? – Igreja? – se espantou a mãe. – De Igreja nenhuma. É que fulano tem uma voz boa e a “gravadora tal” disse que faria sucesso, então fizeram um estudo, e acharam melhor que meu filho gravasse forró mesmo.

Em 2008 um programa de televisão, secular, apresentado aos sábados, fez um estudo e apresentou uma reportagem sobre o que mudou na música brasileira nestes últimos 10 anos. Sabe qual foi a resposta? Nada!

Eles chegaram a conclusão de que a música popular brasileira entrou em decadência nesta última década. Nenhuma letra criativa, apenas cópias, nenhum sucesso duradouro, apenas músicas descartáveis.

Imediatamente pensei: - se eles, não conhecendo o verdadeiro valor da música, chegaram a esta conclusão, será que nós, cristãos autênticos, instrumentos de Deus para entoar a verdadeira música, estamos no caminho certo?

A música está em todo lugar. No carro, no escritório, nas clínicas de terapia, no cinema, no ônibus, nas academias, etc...

A música mexe com nossas emoções.

A música, independente de onde é tocada, cria uma linguagem universal, ultrapassa barreiras, mas nem sempre ela está no devido lugar.

A música é criação de Deus, para Deus!

Não é nossa intenção aqui abranger este tema no universo secular, pois faltaria espaço, mas focaremos o universo cristão da adoração.

Costumo dizer que “a voz ou o instrumento mais afinado do mundo é aquela ou aquele que agrada os ouvidos de Deus e é cantada ou tocada de coração”.

Tudo foi criado para a glória de Deus, inclusive a música.

Se pretendermos devolver a Música, ao seu devido lugar, precisamos começar com Deus. Seu poder, sua majestade, seus atributos. É para Ele, autor da música que cantamos.

Lembro-me quando criança, nos meus primeiros anos de música, sempre que tocava ou cantava algo para alguém, perguntava: o que você achou?

Precisamos perguntar a Deus o que Ele pensa de nossa música. É para Ele.

Lutero disse que a “música deve ser serva da palavra”. (Colossenses 1.16)

Daí entendemos que a música como serva, irá concordar com a Palavra de Deus e jamais contrariá-la.

Devemos adorar através da música “em espírito e em verdade” (João 4.24).”Com o espírito, mas também com o entendimento” (1 Coríntios 14.15)

O prefácio do Hinário Para o Culto Cristão registra: “o cântico reflete a fé, as tradições, os valores, as preferências, as doutrinas, os rumos e a espiritualidade de cada um de nós. Nosso cântico reflete quem somos e onde estamos, na peregrinação cristã”.

Hoje é possível descobrir a teologia de uma Igreja apenas pelas letras de músicas que são cantadas.

Infelizmente, muitas Igrejas, nestes últimos anos, restringiram o universo da música, que deveria ser serva da Palavra, a apenas poucos temas da esfera cristã.

Lembro-me que ha 20 anos, cantávamos sobre a volta de cristo. Quando foi a última vez que você ouviu ou cantou uma música que fala da volta de Cristo?

Música com temas bíblicos sobre serviço cristão, dizimo e ofertas, missões, família, sacrifício, perdão, esperança, eram comum nos cultos.

Antigamente, a meu ver, as músicas iniciavam com: eu te adoro, eu te sirvo, eu te espero, eu te amo, eu te exalto, eu te invoco, eu perdôo, eu te entrego tudo.

Hoje, muitas músicas, começam com: eu posso, eu quero, eu sinto, eu determino, eu vou. O centro muitas vezes tem sido o homem, e não Deus.

Existem músicas que nem mesmo citam o nome de Jesus.

Devemos fazer algumas perguntas se quisermos devolver a música de volta ao seu lugar: está de acordo com a Palavra de Deus? O centro é Deus e não o homem? Faz parte da história da vida de alguém? (Sl 102.18) reflete a fé genuína do povo de Deus? Tem teologia? Ensina? Exorta? Consola? Admoesta? Concorda com o tema do culto? Jesus é exaltado?

Música de volta ao lugar porque é para Deus. Música de volta ao lugar porque é serva da Palavra.

Música de volta ao lugar no culto. A música deve estar em conformidade com o tema da mensagem de maneira que contribua para que o ouvinte compreenda a vontade de Deus para sua vida.

Faltaria espaço para falar da música de volta ao lugar no culto cristão, mas podemos citar que jamais nos apresentaríamos diante de uma autoridade sem reverência. A música no culto, como serva da Palavra, deve ajudar os servos do Senhor a entrar em sua Santa Presença pela adoração, depois gratidão, passando pela confissão, invocação, comunhão e disposição para mudança de vida.

Infelizmente, em muitas lugares, tem faltado a boa ordem e decência musical. Alguns entram na presença do Pai, sem prestar-lhe a devida reverência.

Música de volta ao lugar na mão de verdadeiros músicos.

Tive um aluno, não cristão, que não saía no fim de semana para economizar dinheiro e comprar a melhor guitarra e amplificador para sua música.

Este rapaz fora abandonado pelo pai ainda bebê. Morava com a mãe em um terreno doado pela prefeitura em uma casa muito humilde, mas quando a coisa era música, ele vinha a pé de sua casa para não gastar com ônibus, pagava sua mensalidade sempre em dia, nunca faltava as aulas, porque queria dar o melhor para sua paixão. Estudou 2 anos e meio com afinco.

Música de volta ao lugar, nas mãos de verdadeiros músicos cristãos, que valorizam a música, que dão o melhor de si, que estudam, investem em sua paixão. Não fazem de qualquer jeito porque nosso Deus, criador da música, merece o melhor. Música de volta ao lugar na boca de verdadeiros cristãos que não pedem desculpa porque não ensaiaram, mas que ensaiam primeiro antes de cantar, estudam, se esforçam, para apresentar o melhor ao Senhor. Melhor que o mundo faz para o mundo, como na história deste rapaz.

É preciso antes de um envolvimento no ministério de música, uma avaliação do talento musical e compromisso da pessoa em continuar se desenvolvendo na música, sob pena de prejudicar o ministério pela dificuldade musical ou pela acomodação.

Música de volta ao lugar na terminologia correta.

Louvar é elogiar a Deus, e isto pode ser através de uma palavra, de um testemunho, de uma oração, poesia e também da música.

Daí o erro de dizer que vamos “louvar um hino”. Nós louvamos a Deus através de um hino.

Daí também o erro de chamarmos a “equipe de louvor”, neste caso toda a Igreja deveria ir a frente, porque todos louvam através da música. O correto é “equipe de música”.

Outro erro é dizer que a música liberta. A música pode atuar na emoção, mas quem liberta é a Palavra de Deus crida no coração pela ação do Espírito Santo.

Quem se envolve com a música cristã de adoração, tem a responsabilidade de contribuir para que a música esteja de volta ao seu devido lugar na Adoração a Deus.

Não pode alguém que não tenha uma vida genuína com Deus, com sua família, com a sociedade, com a Igreja, seu pastor e líderes, ministrar a música, pois a música cristã exige santidade na vida.

Tocar e cantar de qualquer jeito, o mundo faz, e faz “bem”.

Há muito tempo dizem que o inimigo ataca o ministério de música na Igreja e que é muito difícil fazer parte do mesmo.

Em minha opinião, na maioria dos casos, o inimigo está bem longe, o que está perto é o pecado, o orgulho, a falta de humildade, a falta do perdão, não permissão para o desenvolvimento do fruto do espírito na vida do crente, a falta de submissão à liderança.

A equipe de música da Igreja tem a responsabilidade de estudar música, ensaiar a música, compor música conforme a vontade do Senhor, contribuir para a Adoração do povo de Deus no culto.

Seria bom que a equipe de música fosse um pequeno grupo de discipulado cristão onde cada participante obrigatoriamente deveria se encontrar semanalmente para discipulado bíblico, treinamento técnico musical, liderança e aí sim, ensaios e ministração à Igreja.

Espero ter contribuído um pouco para a Igreja de Cristo e deixo meu abraço e saudação cristã a você apaixonado por música, assim como eu.

À Jesus, nossa única melodia.

Pr. Nilson Siqueira Dias
Pastor da Igreja Batista Nova Esperança em Bauru
Bacharel em Teologia
Bacharelando em Violão
Professor da Faculdade Teológica Batista de Bauru
Músico Compositor

Autor: Nilson Siqueira Dias
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br 

o verdadeiro discipulo

Tema: UMA AVALIAÇÃO BÍBLICA DA VIDA ESPIRITUAL.

Salmo 139:23, 24 "E vê se há em mim algum caminho mau..."

As seguintes perguntas devem ser respondidas "sim" ou "não".

Conforme a pergunta, a resposta "sim" ou "não" poderá indicar que existe pecado na vida que deve ser confessado, e deverá haver alguma mudança na sua vida! Não adiantará descobrir o problema se não estiver disposto (a) para mudar! (I João 1:9 ; Prov. 28:13)

  • Mateus 6:12 , 14e15 -> Perdão
    1. Você tem mágoa de alguém? (não perdoa?)
    2. Tem inveja de alguém? (não gosta de ouvir certas pessoas elogiadas?)
    3. Justifica as suas atitudes duras?
  • Mateus 6:33 -> Prioridades
    1. Cristo vem primeiro nas decisões?
    2. Outras coisas ou pessoas impedem sua total entrega para servir Deus? ("Eu", ambição, prazer, familiares, amizades, dinheiro, planos pessoais, etc...)
  • Marcos 16:15 -> Evangelismo
    1. Sou boa testemunha?
    2. Busco as almas?
    3. Dou escândalo?
  • João 13:35 -> Amor
    1. Você fica contente vendo desgraça na vida de certas pessoas?
    2. Você costuma brigar, gritar, e exaltar-se? (participa de contendas e divisões?)
    3. Você ignora, de propósito, certas pessoas?
  • Atos 20:35 -> Dinheiro, Tempo, Talento
    1. Você costuma roubar Deus do seu dízimo, do seu tempo, dos seus talentos?
       
  • I Coríntios 4:1e2 -> Mordomia
    1. Você é fiel aos compromissos?
    2. Pode-se contar com você?
  • I Coríntios 6:19e20 -> Santificação Pessoal
    1. Você cuida bem do corpo? (respeita-o como templo do Espírito Santo?)
    2. Come ou bebe sem moderação?
    3. Tem hábitos que prejudicam e contaminam o templo do Espírito Santo? (drogas, fumo, bebidas, e imoralidades que contraem doenças?)
    4. Tem hábitos mentais que contaminam seu espírito? (assistindo programas, filmes, leituras, ou ouve conversas.)
  • I Coríntios 10:31 ; 15:10 -> O "Eu"
    1. Você costuma levar a honra de qualquer ação ou qualidade pessoal?
    2. Costuma falar dos seus feitos e não do que Cristo fez por você?
    3. Você gosta de falar mais sobre "eu", "meu", ou "mim"?
    4. Você finge ser o que não é?
  • Efésios 4:28 ; I Tess. 4:11e12 -> Negócios
    1. Você costuma desperdiçar o tempo do patrão? Seu próprio?
    2. Capricha no serviço?
    3. Procura evitar pagar dívidas? (é relaxado no pagamento?)
  • Efésios 4:31 -> Atitudes
    1. Você costuma queixar-se?
    2. Você costuma criticar e por defeito?
    3. Você tem pavio curto?
    4. Leva raiva e mágoa no coração?
    5. Impacienta-se facilmente com outros? È grosseiro ou áspero?
    6. Mostra amor mesmo quando não é retribuído?
  • Efésios 5:15-17 -> Tempo
    1. Como usa o seu tempo? (Sabe valoriza-lo?)
    2. Gasta muito tempo assistindo TV? (ou rádio, lendo revistas, e literaturas fúteis?)
    3. Você acha necessário procurar se satisfazer por diversões mundanas?
    4. Você ocupa seu tempo com atividades que mostra não estar satisfeitos com Cristo?
  • Efésios 5:20 -> Agradecimento
    1. Dá graças a Deus por tudo mesmo?
    2. Duvidou da bondade de Deus?
    3. Fica angustiado, ansioso, e anda cheio de preocupações, sem confiança nos cuidados de Deus?
  • Filipenses 1:21 -> Objetivos
    1. O seu viver é ocupado totalmente pelos cuidados da vida?
    2. Você acha prazer nas "coisas" mais do que em Cristo e sua palavra?
    3. Tem algo na sua vida mais importante do que viver para Cristo e agradá-lo em tudo?
  • Filipenses 2:14e15 -> Língua
    1. Você sabe controlar a língua para não prejudicar os outros?
    2. Fala mal dos outros por trás?
  • Filipenses 4:4-7 -> Louvor (Salmo 34:1)
    1. O que é a verdadeira fonte da sua alegria?
    2. Está revoltado quanto à maneira em que Deus conduz a sua vida?
    3. Costuma entregar seus cuidados e motivos de preocupação a Deus?
    4. Anda com queixas ou com louvores na boca?
  • Colossenses 3:9 -> Sinceridade
    1. Você mente? (torce a verdade?)
    2. Aumenta?
    3. Engana? Rouba? Deixa pagar salário justo?
  • II Timóteo 2:20-22 -> Pureza
    1. Você pratica hábitos que não são puros?
    2. Abriga pensamentos impuros no coração?
    3. Lê livros, revistas, etc... que tratam de assuntos impuros ou imorais?
    4. Assiste ou participa de diversões impuras?
  • Hebreus 10:25 -> Assiduidade ou Didelidade
    1. Você assiste todos os cultos da sua igreja?
    2. Você conversa ou pensa em outras coisas enquanto estiver ouvindo a pregação da palavra de Deus?
    3. Você ora, lê, e medita na Bíblia diariamente? (a palavra de Deus é-lhe interessante?)
    4. Realiza, com a família, orações e meditações na palavra de Deus diariamente?
  • Tiago 1:27 -> Testemunho
    1. Seu testemunho ficou manchado pelo mundo? (Apoc. 3:4e5)
    2. Como está a sua maneira de vestir?
    3. Existe qualquer coisa que manche seu testemunho diante dos incrédulos?
  • Hebreus 13:17 -> Submissão à Autoridade
    1. Você aceita a liderança e direção daqueles que tem cargo na igreja?
    2. Você é preguiçoso e indisposto a cooperar quando lhe pedem sua ajuda?
    3. Você tem espírito teimoso que não aceita se ensinado? (se julga mais sábios do que seus líderes espirituais?)
  • Tiago 4:6 -> Humildade
    1. Você se julga um crente espiritual?
    2. Você teimosamente ensiste nos seus direitos particulares?
  • Tiago 4:11 -> Apoio à Obra
    1. Você tem impedido a obra de Deus criticando os seus servos?
    2. Deixou de orar pelos pastores e líderes?
    3. Você se ofende pela repreensão da palavra?
    4. Você resiste os esforços de quem procure corrigir e restaurar sua vida espiritual?

 

Autoria desconhecida 
Fonte: www.palavraprudente.com.br 

TRÊS TIPOS DE ORAÇÃO BÍBLICA

Dr. M. J. Seymour, Sr.

A maior parte dos cristãos entra precipitada na oração sem considerar a maneira, o propósito, o contexto, ou as conseqüências das suas orações. Demais vezes encaram a oração como encaram apressadamente o cardápio do restaurante de fast food. Logo pedem o que não querem o que não satisfarão mas, são apressados demais ir pra casa para preparar uma refeição equilibrada que seria mais satisfatória e nutritiva. As conseqüências são obesidade e falta de boa saúde. Este quadro representa a vida de oração da maioria. Porém, as orações bíblicas são designadas com propósito, são equilibradas, realizadoras e cheias de nutrição. A Bíblia nos dá três tipos de oração para o santo entrar na presença de Deus.

O primeiro tipo de oração e o mais comum pelas Escrituras é da palavra grega proseukhe (#4335, Strong’s). Este tipo de oração é uma busca para falar com Deus por causa da devoção por Ele. Carrega a idéia de respeito reverencial com calmaria. É de buscar contato com Deus com o reconhecimento que está entrando na presença literal da santidade absoluta. Neste estado de oração, entendemos que não temos as mesmas liberdades da vida corriqueira, ou as liberdades que acostumamos ter entre as paredes do nosso próprio lar onde dominamos. Devoção a este tipo de oração faz-nos pisar com um maior grau de reverência a terra santa diante do trono do Deus Todo-Poderoso. Examine Lc. 6.12; At. 1.14; 2.42.

O segundo tipo de oração vem pelo estudo da palavra deesis (#1162, Strong’s) que expressa a nossa necessidade, urgência ou desejo para ajuda especial. Reconheça a nossa incapacidade e insuficiência. Não trata de uma lista cheia de desejos carnais. É a entrega de um pedido urgente e biblicamente válido. Examine Lc. 1.13; Rm. 10.11; II Co. 9.14.

O terceiro tipo de oração é enieuxis e entugchano (#1783 e 1793, Strong’s). Esta oração é intercessão para o bem dos outros e com boa confiança. É uma intervenção proposital. Examine Rm. 8.27, 34; 11.2; I Tm. 2.1; 4.5; Hb. 7.25. Às vezes essa palavra grega é traduzida simplesmente como intercessão invés de oração intercessora.

Aprendendo a orar corretamente é saber lutar a guerra espiritual. Oração não deve ser desperdiçada. Cristãos devem aprender a respeitar e confiar em oração. A oração bíblica não é uma exposição de palavras grandiosas proferida numa linguagem corporal extravagante. A oração bíblica busca somente os ouvidos e os olhos de Deus. Seu propósito é assegurar a atenção do Deus santo e eterno tal oração é executada com a maior reverência devida a Ele. Oração eficaz depende destes três tipos de oração bíblica.

Tradução livre com permissão do autor: Calvin G. Gardner, 12/2009

 

Autor: Dr. M. J. Seymour, Sr.
Tradução: Calvin Gardner, com permissão do autor, 12/2009
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br 

"PRINCÍPIOS DIVINOS PARA O SUCESSO MATERIAL"

Texto Base: Ageu 1:5, 6 e Mateus 6:31-33

INTRODUÇÃO

Embora pouco falemos sobre esta questão da prosperidade material do crente, não devemos encarar esse assunto como perdido. Não vamos aderir às pregações dos neo-pentecostais do "evangelho da prosperidade", pois sabemos muito bem que devemos "Buscar PRIMEIRO o Reino de Deus, e as demais coisas nos serão acrescentadas.", conforme nos prometeu Jesus. No entanto, talvez estejamos incorrendo em um erro grave, quando deixamos tão sem instrução este assunto, e esquecemos que a Bíblia nos foi deixada para nossa completa instrução (II Tim. 3:16 e 17). Desta forma, vemos que muitos irmãos, que não receberam boa orientação quanto à condução de sua vida material, padecem, desnecessariamente, chegando mesmo a passar e causar constrangimento por não terem sabedoria e instrução a respeito. Muitas vezes, deixamos de ser abençoados materialmente, simplesmente porque nós estamos errados. Isto não se resume ao fato de "deixar de dar o dízimo", como muitos pensam e ensinam. A fidelidade na contribuição na Obra é um dos muitos sérios erros que podem estar cometendo, que nos estejam fazendo sentir que "recebemos salário em saco furado" (ou bolso furado, para ser mais atual).

Neste estudo, baseado em sua maior parte no livro de Provérbios, que é um livro de sabedoria, vamos buscar a instrução da Palavra de Deus através das palavras de um homem que pediu a Deus sabedoria e recebeu Dele sabedoria e riqueza como poucos ou, talvez, ninguém mais tenha recebido, o rei Salomão. Estudemos em oração e temor a Deus, de tal modo que possamos compreender quanto Deus tem a nos ensinar para nossa vida material, lembrando que alguém já disse – "para o cristão não há distinção entre o material e o espiritual – para o espiritual, tudo é espiritual!"

Este estudo se divide em três partes:

1). Cuidados no trabalho (como devemos ganhar nosso dinheiro)

2). Cuidados na aplicação da nossa fazenda (como usar nossos bens e dinheiro)

3). Cuidados pessoais (como não destruir com os pés o que fizemos com as mãos)

Temos a certeza de que esta abordagem bíblica poderá nos ajudar muito. Mas lembre-se de que isto não é tudo. Há muito mais o que aprender a respeito, em nossa experiência diária com a Palavra de Deus.

I. CUIDADOS NO TRABALHO (COMO DEVEMOS GANHAR NOSSO DINHEIRO)

A. Dedicação – Seja diligente (cuidadoso, caprichoso) em seu trabalho (Prov. 21:5). Quem faz o seu serviço bem feito, certamente haverá de ser reconhecido por isto e colher os seus frutos, enquanto o que o faz apressadamente e de qualquer maneira, trará prejuízos a seus patrões / clientes / fregueses / e a si mesmo.

B. Disciplina – Não deixe a preguiça dominar você (prov. 6:6-11, 13:4, 20:4 e 13, 21:25, 23:33 e 34).Muitas vezes a razão de alguém não Ter as coisas, é mesmo a falta de coragem e iniciativa para trabalhar.

C. Honestidade – Trabalhe honestamente (Prov. 20:10 e 17, 21:6 e 7, 10:22). È vaidade (engano) o ganho desonesto. Especialmente para os verdadeiros filhos de Deus, quando trocam as bênçãos de Deus pelos lucros ilícitos.

D. Humildade – Não "se mate" por ganância de ficar rico (Prov. 23:4). Deus pode nos abençoar a ponto de nos tornarmos ricos, mas não devemos levar nossas vidas com este objetivo, como muitos que sacrificam sua saúde, família e vida espiritual.

E. Integridade – Não tenha inveja da prosperidade dos ímpios, deixando-os tentar por gente inescrupulosa (Prov. 23:17 e 18, 1:10-15). Nunca nos faltam pessoas que nos incitem a andar em seus caminhos desenfreados, com desculpas do tipo: "isto é normal", "todo mundo faz", e "veja como estamos nos dando bem".

II. CUIDADOS NA APLICAÇÃO DA NOSSA FAZENDA (COMO USAR NOSSOS BENS E DINHEIRO)

A. Satisfação/Gratidão – Contente-se com as coisas alcançadas no Senhor (em trabalho, amor e honestidade) por mais simples que pareçam ou sejam (Prov. 15:6 e 16, 16:8, 30:7-9). Valorizando e desfrutando corretamente daquilo que temos, estaremos mostrando nossa gratidão ao Senhor. Poucas pessoas são sabias em ver que a felicidade não reside naquilo que temos. A vida de muitos homens ricos nos comprovam esta verdade afirmada em Provérbios.

B. Zelo – Cuide bem daquilo que você tem e não negligencie nem desperdice (Prov. 27:23 e 18:9). A pessoa que cuida de suas coisas e não zela por elas, costuma perde-las mais rapidamente do que as ganhou e, por isso, está sempre deficitária. Além disso, alguém que não zela de um bem menor, normalmente não se mostra apto e merecedor de um maior.

C. Moderação – Cuide para não fazer mau uso das bênçãos que Deus te dá, para que elas não se tornem mau para você (Prov. 25:16). Este é um erro muito comum entre os crentes. Os excessos e mau emprego de bens que Deus nos dá, acabam por nós prejudicar.

D. Bom senso – Dê o devido valor aquilo que você tem (Prov. 20:14). Não seja bobo, permitindo que as pessoas desmereçam ou desvalorizem aquilo que tem um determinado valor. Pessoas que, na hora de comprar, desvalorizam tudo que você tem e na de vender, supervalorizam o que eles têm. Lembre-se que as coisas tem um valor real e justo de acordo com a situação. Há pessoas que custam muito para adquirir algo e depois as entregam de "mão beijada" a espertalhões.

E. Coerência/Sabedoria – Não ponha em risco sua vida material, servindo de fiador, avalista ou coisa parecida (Prov. 6:1-5, 17:18, 20:16 e 22:26 e 27). Nós que não temos grande fortunas, dificilmente temos a condição de servir de fiador a alguém. Se fiador ou avalista é comprometer-se com bens ou dinheiro, dados como garantia de um contrato feito por outra pessoa caso ela não o honre. Por essa razão, só poderíamos colocar como garantia, algo que não é imprescindível. Comprometer o nosso patrimônio, o bem estar e sustento de nosso lar e nosso testemunho por dar em garantia de outrem, algum bem ou dinheiro, é incoerente. Ser fiador daquele que não conhecemos direito (o estranho) ou do que "já conhecemos muito bem", também é incoerente. Ser fiador sem Ter com o que pagar é ainda pior. Muitas gente tem comprometido seu bom nome e arrumado problemas sérios no suprimento das necessidades de seu lar, por não dar ouvidos à Bíblia, sentindo-se na obrigação de "por amor" ser fiador do seu próximo.

III. CUIDADOS PESSOAIS (COMO NÃO DESTRUIR COM OS PÉS O QUE FIZEMOS COM AS MÃOS)

A. Construa o seu reino com bons conselheiros – (Prov. 13:18-23, 12:15, 15:22, 11:14). Pessoas que acham que acham que não precisam de ajuda e se aventuram em coisas que desconhecem, costumam Ter grandes prejuízos. Muitos homens acham que é vergonhoso buscar a opinião de sua esposa ou de outros homens em negócios que vão fazer. O sábio líder, governa com um rico conselho, isto é, ele busca instrução e opinião de pessoas que ele sabe que entende do assunto ou tem interesse que ele seja bem sucedido na empreitada. Assim, procure dentre seus amigos (irmãos e familiares), quem seja indicado a te orientar e ajudar naquilo em que você vai fazer.

B. Tenha ou seja uma ajudadora – (Prov. 14:1, 31:10-31). Há muitas mulheres que querem fazer de tudo, mas não cumpre a função primordial que foi dada por Deus de ajudar o seu marido. Na área material, muitas vezes o que ele ganha ou o que eles ganham juntos ela é capaz de gastar sozinha. Uma mulher sabia é aquela que coopera (trabalha em conjunto) para a prosperidade de sua casa, cuidando bem e, se possível, ajudando a ganhar.

C. Seja o que você realmente é – (Prov. 13:7, 16:18). Não queira mostrar-se o que não é. Não seja "metido a besta" e nem faça-se de "miserável e coitadinho". Um não tem com que pagar-se e o outro esconde, com ingratidão, asa bênçãos de Deus, não as reconhecendo.

D. Não seja "o trouxa" da mulher vil – (Prov. 6:23-26). Muitos homens têm muita cabeça para ganhar dinheiro e até fortuna, mas, por um "rabo de saia" são capazes de entregar em uma semana o que levam dez anos para construir. Como se já não bastassem outras razões morais para alertar os irmãos a fugirem da mulher adúltera, esta é mais uma forte razão. O homem, depois de seduzido (fisgado) por uma mulher interesseira, perde a noção das coisas e fica cego, pondo a perder tudo o que tem e, como diz a Bíblia, chega a Ter que mendigar o seu pão.

E. Não seja escravo dos prazeres – (Prov. 21:17, 23:20 e 21). O dinheiro, sem dúvidas, pode nos trazer conforto e prazeres que, sem ele não poderíamos desfrutar. Porém algumas pessoas se encantam tanto com estes tais prazeres, que se incapacitam a dar continuidade a sua vida normal, de forma que vão dizimando os seus bens. O filho pródigo, da parábola contada por Jesus, é um excelente exemplo disso.

F. "A ninguém devais coisa alguma..." – (Rom. 13:8). Não entre em dívidas e compromissos desnecessários, correndo o risco de não Ter com que pagar ou ficar preso a alguém. Aprenda a viver dentro do que você tem e ganha. Hoje, tornou-se comum as pessoas viverem sempre devendo a alguém. Cheque especial (e outras linhas de créditos especiais oferecidas pelos bancos), cartão de crédito, consórcio, cadernetas, cheques pré-datados, etc... tornaram-se um vício para grande maioria. Assim tornando-se cada vez mais devedores (a Bancos, administradoras de cartões de créditos, factoring, ou agiotas), são sem perceber, cada vez mais dominados por estes, a ponto de verem seus bens tomados por estes, quando não conseguem contornar a dívida. Estas instruções nos oferecem créditos como se isso fosse uma honra ou um privilégio; é assim que o gerente lhe comunica que você teve seu limite de crédito aprovado ou aumentado, não é? Mas, na verdade, ele só está dando corda para se enforcar (Prov. 22:7)

G. Não se contente em somar / Aprenda a dividir - (Prov. 3:27 e 28, 11:24 e 25, 14:31, 19:17). Seja liberal e generoso, repartindo o que é direito e justo a cada um e ajudando aos necessitados com amor e compaixão, conforme Deus te permitir e abençoar, ou seja, conforme a tua prosperidade (II Cor. 9:1 e 6-13). Quando feito isso SEM SEGUNDAS INTENÇÕES, certamente Deus retribui através da Sua infinita misericórdia. È neste sentido que a Bíblia dez que, quando damos aos pobres estamos emprestando a Deus. È porque Ele devolverá (talvez a mais).

H. Faça as contas antes de erguer a torre – (Prov. 13:16 e Luc. 14:28 e 29). Faça as contas e trabalhe sua vida financeira com prudência. Não devemos viver as cegas, não sabendo o que vem pela frente. È por esta razão que muitos caem em dívidas e sem vêem obrigados a submeter-se a empréstimos. Nunca fazem as contas antes, para ver se vai dar para acabar a tora (ou acabar o mês). Quanto mais apertado nosso orçamento, maior a necessidade de prever nosso caixa (receita/despesa), para que possamos ajudá-lo ANTES QUE O DESASTRE OCORRA. Mesmo nos casos de quem, tem certa folga de caixa, é conveniente faze-lo para NÃO INCORRER NO ERRO DO DESPERDÍCIO. (Veja modelo de orçamento anexado e tente usá-lo, adaptando-o à sua condição)

Que os conselhos da Palavra de Deus possam fazer-nos sábios no conduzir nossas vidas materiais, de forma que venhamos a honrá-lo dando um bom testemunho do que Ele pode fazer por nós e em nós. AMÉM!

 

 

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